sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

AI A BRIGA COMEÇOU

Emylson Farias secretário da polícia civil

entra em rota de colisão com seus agentes

da Agência Agazeta.net
Qui, 21 de Janeiro de 2010 15:49

Policiais civis e escrivães entregaram, na manhã desta quinta-feira, 21, um documento colocando seus cargos à disposição do secretário de Polícia Civil, Emylson Farias. Eles afirmam que a medida é uma forma de protestar contra as punições que foram aplicadas a policial Fátima Andréia, que foi transferida para outro setor de trabalho. Em tom de desabafo, os policiais revelam que muitos estão insatisfeitos com a administração de Emylson Farias e afirmam que a situação vai ficar ainda mais complicada quando servidores lotados nos departamentos de Inteligência e Grupo de Capturas também entregarem seus cargos.
Os policiais alegam que o movimento de reivindicações é autêntico e de direito, e que a postura da exemplar policial Fátima Andréia, sempre foi voltada para o apoio e desenvolvimento da instituição. Para eles, as lutas da categoria visam a valorização dos policiais e da própria Polícia.
Há vários meses os policiais vem demonstrando insatisfação com a atual administração. Nas últimas assembléias realizadas pela categoria, muitos desabafos e críticas foram feitas. O descontentamento aumentou as propostas de alteração da Lei Orgânica apresentadas pelo Sinpol foram negadas pelo Governo, que ainda aprovou o Plano de Cargo, Carreira e Remuneração (PCCR) dos agentes e escrivães escondido das categorias e sem apreciação do Sindicato.
Outro fator que revoltou os policiais foi o aumento nas disparidades salariais entre delegados eagentes, além dos obstáculos criados para a progressão dos servidores da Polícia Civil, em uma ação unilateral e de conhecimento da administração da instituição que assinou a exposição de motivos.
O clima promete ficar ainda mais tenso na instituição, e os serviços de investigação podem ser prejudicados com a entrega dos cargos também por parte dos policiais especializados e 1 / 2Policiais civis colocam cargos à disposição de secretário lotados em setores tão importantes da polícia como o Departamento de Inteligência, Departamento de Policia da Capital e Interior e o Grupo de Capturas. As negociações sindicais estão previstas para serem retomadas na próxima terça-feira, 26, mas pelo visto, até lá, o secretário de Polícia Civil, Emylson Farias, e sua equipe ainda terão muitos problemas para administrar.




terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Preventório

Uma imobiliária muito lucrativa

Casas no bairro Prevetório voltam a ser ameaçadas por deslizamento de terras. Moradores relutam em abandoná-las.

Leio nos jornais locais, que famílias carentes que habitam os barrancos do Preventório estão sob risco de soterramento. Seus casebres sofrem ameaças de erosões e deslizamentos. A situação se agrava com a cheia do Rio Acre.
Contra fatos não há argumentos. Fotos em jornais mostram casas já dependuradas nos barrancos e escoradas em palafitas. A verdade é que ninguém arreda pé do local ainda que tenham dezenas de opções. A explicação para o risco voluntário, é simples: FINANCEIRO! Lembrando que toda regra tem exceção.
Durante meus 25 anos militando na imprensa acreana já acompanhei pelo menos meia dúzia de ações da Defesa Civil do Município em socorro as vitimas do Preventório.

Não tenho conhecimento de registro de mortes no local. Programas do Governo Federal como o Habitar Brasil e ações do próprio Estado como concessão de terras da extinta Cohab, para o povoamento do bairro Montanhês e a desapropriação de grandes áreas da Imobiliária Ypê para a consolidação da invasão do bairro Calafate, objetivavam garantir moradias seguras aos desabrigados do Preventório. Foram algumas das soluções para por fim a um dilema vivenciado a cada grande enchente.

Mero engano! Das famílias remanejadas para o bairro Montanhês (nos limites do bairro Tancredo Neves) não restou testemunhas da romaria no caminho de volta, depois de cessado o perigo com a vazante do rio.
Os lotes ganhos do Estado foram vendidos por qualquer preço. Trocados por eletro eletrônicos, bicicletas, motos, carros e há relatos de lotes trocados por drogas. Situação rotineira quando se trata das habitações do mesmo programa Habitar Brasil no conjunto Esperança, conhecido do grande público como (*) “Papoquinho”.
E porque os favelados voltaram? Alegavam ser a nova morada (Montanhês) longe de tudo, dependeriam de ônibus para o trabalho e os filhos não tinham onde estudar. Não havia rede de energia elétrica nem água encanada. A trafegabilidade das ruas eram precária. A prefeitura apenas doou os lotes, sem qualquer infra estrutura.
Era verdade. Mas a nova comunidade estava em faze de povoamento. Hoje tem asfalto, luz, água, escola e uma base do avançada de um posto policial (onde funcionava a Base da Polícia da Família).
Na verdade o que sempre estimulou o retorno as família para a mesma área de onde saíram por correrem risco de vida, é a facilidade de morar no centro. Não pagara impostos, água. E luz nem aluguel.
Não abandonam os riscos do Preventório. Sabem que mais dia menos dia, ganharão novas terras, lotes ou casas. Uma nova oportunidade de ganhos fácil. Eles irão vender e retornar para os barrancos novamente. A prefeitura não vai deixar ninguém morrer soterrado em ano eleitoral. Após fazer média em retirar as famílias sob todos os holofotes, abandona o local para ser invadido pelas mesmas famílias que socorreu.
A vida continua sem que nada aconteça até o próximo ano eleitoral, quando as famílias voltam a ser ameaçadas pelos desmoronamentos do rio. Até lá - não importa o quanto rio alague - ninguém dará a mínima para os “excluídos” e ... oportunistas. Quem viver, verá!

(*) Uma alusão ao fato da maioria das famílias beneficiadas serem oriundas do bairro Papôco, (atual Dom Giocondo).


segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Auschwitz do Tucumã

Onde a semelhança não é coincidência

Não há como escamotear, negar, esconder ou desconhecer, que Rio Branco vive com uma epidemia de dengue. Culpados, nessas alturas dos acontecimentos, é o que menos importa. A prioridade é naturalmente conter ou diminuir os focos de larvas de mosquitos e montar um programa aceitável de auxilio as vítimas.

Esses dias, a secretaria de saúde noticiou através da imprensa, aquisição de uma forte inseticida muito eficaz contra o Aedys Egipty mosquito alado que teria recebido uma mutação e se fortalecido contra os inseticidas que vinham sendo usados. Um pelotão de agentes de saúde está visitando as unidades residências, levando informações as famílias.
O fato é que, cerca de duas centenas de pessoas se amontoam na manhã desta segunda-feira 17, nos corredores da UPA/Tucumã com forte suspeitas de dengue, em busca de atendimento médico. Por falta de acomodações vimos muitas pessoas sentadas pelos corredores ou deitadas no chão.
Esse aumento de pessoas em busca de atendimento médico também não implica em novidade. Afinal estamos em meio a uma epidemia. O imperdoável, injustificável e condenável é a secretaria de saúde disponibilizar de apenas um médico clínico geral para atender a multidão. Duvido que o governador tenha conhecimento dessa perversidade. Recuso me acreditar nessa possibilidade.


quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Quebrando pedra

Trabalhador troca banca de peixes por pedreira

Foto ilustrativa (da Internet)


José de Jesus deixou a tranqüilidade de uma banca de peixes no Mercadinho da Estação Experimental pela vida agitada e arriscada na pedreira do Abunã.
Negócio de risco (a venda de peixes) pois ao contrário do pão, não há devolução da mercadoria vencida, estragada. Na antiga atividade, o lucro presumível terminava sempre em um aterro sanitário.
Na pedreira, apesar do risco certo. Igualmente certo é o salário de R$ 1.200,00 por mês cujo risco de perda, é “só” a própria vida. Portanto, ninguém quer errar...

Lá, meu amigo – afirma Jesus - “cochilou tá no céu”.

No sentido mais literal o peão da pedreira, responsável em ascender o estopim que explodirá oito mil quilos de dinamite, mandando estilhaços de pedras em um raio de mil metros quadrados - quer dizer, que o erro por simples que seja, pode ser fatal.
O estopim aceso, parte célere em direção ao paiol enquanto o "piromaníaco" tratar de fugir para longe, de preferência no interior de um veículo entre os mais velozes disponíveis. “Sentimos a terra tremer sob nossos pés e no alto, vemos uma chuva de pedras em diferentes tamanhos caindo em todas as direções”.
Todos são exaustivamente treinados. Erros podem ser punidos com a própria vida. Os cofres do empreendedor se abarrotam a cada explosão. Os valores dos equipamentos de segurança e do quilo da dinamite não permitem que acumule toda fortuna arrecadada, mas se servir de referência  o quanto lucrativo é...Em 2009 foram mais de 380 mil metros cúbicos de brita. Bem abaixo da produção do ano anterior.  Parte dessa demanda foi adquirida pelo Governodo Estado para obras de pavimentação da BR-364.
Um "punhado de pedrinhas" se comparado a demanda e comercialização de brita nas obras da ponte sobre o Rio Abunã, ligando o Acre a Rondônia. Empreendimento miliário cujo “ponta pé inicial” se vislumbra para 2010 por está incluso no Projeto de Aceleração do Crescimento PAC. Quem viver, verá.
No caso de Jesus, nosso personagem, se "correr" verá.

O Bicho vai pegar


Trair faz bem para o homem,
defende psicóloga francesa

WILSON DELL'ISOLA
Colaboração para o UOL
Getty Images

Infidelidade acompanha os relacionamentos amorosos em qualquer contexto e cultura
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(Texto reproduzido. Não tenho nada com isso)
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VEJA MAIS NOTÍCIAS DE COMPORTAMENTO
• Maryse Vaillant, uma das mais famosas psicólogas francesas da atualidade, causou polêmica ao defender, em livro recém-lançado na França, que a infidelidade masculina faz bem para o relacionamento e para a autoestima do homem. Na publicação "Les hommes, l'amour, la fidélité" (Os homens, o amor, a fidelidade), a autora afirma que para a maioria dos comprometidos a infidelidade é quase inevitável e essencial para o funcionamento psíquico – e que apesar de pularem a cerca, eles não deixam de amar suas mulheres. A psicóloga não para por aí: “Os homens que não têm casos extraconjugais podem ser portadores de uma fraqueza de caráter, por negarem as suas vontades”.
• Antes que você, homem, saia correndo para comprar o livro e justificar um possível flagra, é bom saber que a maior parte da mulherada não assina embaixo daquilo que diz a psicóloga. “Não faz o menor sentido, esse comportamento não está predefinido na testosterona, principal hormônio masculino. A traição não é compreensível só porque ele é homem. Se está compromissado, é porque escolheu estar com aquela pessoa. As pessoas têm o desejo, mas também têm o poder de controlá-lo”, opina Christina M*, advogada. Para a produtora fotográfica Simone Monteiro, os homens precisam saber de suas responsabilidades e dos reflexos negativos que a traição pode causar sobre a mulher enganada: “Se ele realmente gosta da sua companheira, não vai trair. É preciso ponderar que, caso ela descubra, as consequências psicológicas podem ser devastadoras”.
• Mas a psicóloga não está sozinha na sua leitura pouco convencional do comportamento masculino. “Acredito que a sedução, o flerte, a conquista e, sobretudo, a variedade são um prazer para os homens. Intenso o suficiente para que sintam necessidade de trair. Neste aspecto, concordo: a infidelidade faz bem para a autoestima. Em contrapartida, acredito que só fará bem ao relacionamento se a infidelidade for casual, aquela que acontece por um motivo especial ou um mecanismo de afirmação sobre o que ele sente pela parceira fixa”, considera a jornalista Taís Lambert. Já a roqueira baiana Pitty, em fevereiro de 2009, deu a seguinte declaração: “Meu grilo não é o meu parceiro sentir desejo por outra pessoa. É o fato de eu não saber. Eu quero me sentir incluída. A mina é massa? É gostosa? Me leva junto!”.
• O psicólogo especialista em relacionamento amoroso e professor do Instituto de Psicologia Experimental da USP (Universidade de São Paulo), Ailton Amélio da Silva, alerta que todos nós estamos sujeitos à traição amorosa, pois a infidelidade sempre acompanhou os relacionamentos amorosos em qualquer contexto e cultura – mesmo naquelas que tomaram medidas extremas para coibir. Com opinião conflitante à da psicóloga francesa, Amélio relata que a traição pode prejudicar o relacionamento: “Quando um parceiro se interessa fortemente por um terceiro, isto faz com que ele perca o envolvimento e a energia em relação ao parceiro oficial. O relacionamento se torna pouco estimulante, a atração sexual e romântica diminui muito e o clima negativo se instala, com quantidade excessiva de brigas”. Diferentemente do que ocorre com as mulheres infiéis, os homens são menos julgados. Seja por não engravidarem, seja pela anuência social, o fato é que eles ainda se sentem mais à vontade para se envolverem com outras. “Trair é o mesmo que enganar, seja na área afetiva ou sexual. Seja homem ou mulher, é preciso respeitar as relações”, opina o autor do livro “O mapa do amor” (Editora Gente).
O que eles dizem
As mulheres podem relatar diversas razões para infidelidade masculina. Mas o que eles podem dizer a respeito? A resposta é o tema do livro "The truth about cheating" ("A verdade sobre a traição", ainda inédito no Brasil), do terapeuta norte-americano M. Gary Neuman, que entrevistou 200 homens para descobrir os motivos para a infidelidade.
Resultados:
• Apenas 12% revelam ter traído as companheiras com mulheres mais atraentes
• 40% confessam que conheceram a amante no trabalho
• 48% dos homens relatam que o principal motivo para a traição é o infelicidade emocional
• 77% dos infiéis têm amigos que já traíram as companheiras – essa convivência faz com que os homens enxerguem a infidelidade como algo aceitável
• 67% se dizem arrependidos

do UOL Estilo


segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Blog pode?



Os blogs podem ou não entrar na propaganda política?

Segundo a lei 1234, a propaganda na Internet é livre nos sites dos candidatos desde que sejam registrados no TRE. Também é permitida a propaganda nas páginas dos partidos. Pode se mandar e-mail para os leitores. Já nos blogs o conteúdo deve ser editado por candidatos, partidos ou coligações. Mas apenas de pessoas físicas e não de empresas.


Arquilau avisa que apesar da liberalidade a lei prevê o direito de resposta também nos sites e blogs. "Se a Justiça Eleitoral sentir que há uma agressão pertinente fica assegurado o direito de resposta no mesmo blog ou site. Num blog é possível se manifestar livremente a favor de qualquer candidato que seja conveniente. O objetivo da lei é sempre equilibrar", justificou.


Propaganda antecipada


Arquilau avisa que a multa é muito pesada para essas transgressões. Mas garante a liberdade da informação através dos noticiários das mídias. "Uma coisa é ser notícia. O que a lei veda é a propagando antecipada. Existe um campo difícil de avaliar entre o que é notícia e o que é propaganda. Mas não se pode criar problemas com os meios de comunicação que precisam ser livres.


O problema é o abuso. Há um campo neutro entre a liberdade de expressão, a propaganda e a notícia que é livre. Isso não pode extrapolar e se transformar numa coisa que prejudique os demais candidatos. ”Todas às vezes que o poder público tenta cercear a liberdade de expressão é um desastre", finalizou.

As duvidas se multiplicaram



O tópico em destaque faz parte da reprodução de uma entrevista do Desembargador Arquilau de Castro Melo a um jornal da capital. O pertinente da reprodução do texto é para tentar realinhar meu entendimento, especialmente em relação aos blogs. Diz o desembargador:

Já nos blogs o conteúdo deve ser editado por candidatos, partidos ou coligações. Mas apenas de pessoas físicas e não de empresas.

Pergunto: o material tem que ser editado (assinado) necessariamente por um candidato, coligação ou partido mas deve ser registrado(o blog) em nome e de pessoa física? Eu posso fazer “merchan” ou defender uma candidatura no meu blog? Antes eu sabia pouco sobre o assunto, agora entendo bem menos.


domingo, 10 de janeiro de 2010

Vende-se

A Boi Não Há está novamente na berlinda








A chácara “Boi Não Há”, de propriedade da nossa família, é o primeiro bem imóvel a ser pensado como alternativa para afrouxar o nó, quando a corda aperta. Minha avó, dona Santa de Jesus já dizia antes da passagem, lá pelos idos de sessenta e uns, que “vão-se os anéis e ficam os dedos”.
Portanto, se alguém ai está interessado em um excelente investimento numa área rural localizada logo após a rotatória do aeroporto, com dois açudes, excelentes para criação de peixes. Pés de coco, bananas, mangas, ingás e outras frutas. Aproveite. Corra, se avexe...
A fila anda. Se o nó está apertado hoje, amanhã pode nem haver corda. Vai que eu acerte na mega? E aí velho (ou velha), como diria os caipiras dos cafundós do nordestes. TEM É ZÉ para nós colocar a lindona a venda. Ta fim de mais informações, preços? Ligue pra este blogueiro no 99852185.


quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Nadando no seco

Barreiras ambientais e burocráticas emperram
crescimento do setor de piscicultura no Acre


Toneladas de peixes vendidos nas feiras são criados de forma clandestina, em pequenas propriedades


Os investimentos do Governo na cadeia produtiva, como os aportes de recursos para financiamentos a programas Pronaf, Proger, FNO e outros, junto à assistência técnica de órgão respeitado como a Embrapa e planejamento do SEBRAE, tem impulsionado diversos setores da economia acreana.

Entre esses setores, os programas assistidos pela SEATER como exemplo, a criação de aves, peixes e suínos, tem garantido a geração de emprego, renda e inegavelmente, melhorado a qualidade de vida para muita gente, em especial da zona rural.

Mas ainda podem melhorar. Na questão da criação de peixes, as implicações ambientais, como a restrições da retenção das águas, por exemplo, tem se contra posto as vantagens da facilidade do acesso aos financiamentos do Governo Federal através dos bancos do Brasil e Banco da Amazônia.

Há muitas reclamações, especialmente dos pequenos criadores, que não dispõem dos limites mínimos de terras exigidos para acessar os financiamentos. Os programas para financiamento exigem que o produtor rural disponha no mínimo de três módulos de terras. Cada módulo correspondem a três hectares.

Os pequenos não entendem porque a exigência de nove hectares de terras para criar peixes em dois ou três tanques, que não chegam a um hectare. Outro ponto de discórdia é relacionado à comercialização do peixe produzido em açudes nas pequenas propriedades.

A burocracia não permite que os próprios, vendem sua produção. Falta a eles a documentação exigida. Afiliação a sindicatos, associações ou cooperativas de produtores. Guia de produto de origem animal, certificado de origem assinada por profissional do setor...

São empurrados para as mãos dos atravessadores, que lhes impõem preços e condições de pagamento. O pequeno produtor não consegue mais que R$ 4.50 pelo quilo do pescado que o consumidor paga até R$ 8,00 nas feiras ou mercados em Rio Branco.

Neste aspecto, as leis ambientais e as exigências burocráticas beneficiam apenas o marreteiro, o atravessador. Quem trabalha e produz é penalizado. Essa situação precisa ser revista, pelo menos com uma política pública especifica, em favor dos pequenos piscicultores do Acre. Se sentem órfãos e desamparados.


quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Suicídio ou homicídio?

Agente penitenciário diz que  Magaive foi assassinado


O “cidadão infrator” Magaiver Batista de Souza, 23, foi encontrado morto na tarde do dia 31 de dezembro em uma das celas do Presídio Antonio Amaro Alves.
Havia sido preso dia 25 de dezembro do ano passado em Sena Madureira, como principal suspeito de haver estuprado e assassinado a própria enteada, uma criança de 2 anos.
Em principio Magaiver foi recolhido a uma das celas do presídio Evaristo de Morais (no seu próprio município) onde foi bastante hostilizado pelos demais criminosos e por “questão de segurança” transferido para o Presídio Antonio Amaro Alves, em Rio Branco onde o inevitável aconteceu.
Pelo que foi noticiado na imprensa acreana o laudo do Instituto Médico Legal teria apontado as causas da morte como sendo traumatismo craniano, contrariando a versão inicial de suicídio (asfixia mecânica), por enforcamento.
A pergunta que está na boca do povo é: O presidiário realmente praticou suicídio ou foi assassinado? Durante dez anos e 8 meses fui repórter “policial”. Publiquei casos idênticos e posso afirmar que apenas o clamor de uns poucos, não consegue abafar a indignação social pelo crime do “suicida”.
Na verdade nossa condição humana nos dá esse sentimento de vingança para contrapor a benevolência das leis que em pouco tempo mandam esses monstros de volta as ruas.
É muito provável que ele tenha sido realmente assassinado. Seus algozes não deixam de ser também criminosos e cumprem suas próprias leis e códigos que não estão escritos.
A polícia por sua vez não demonstra (ou não demonstrava) o devido interesse em desvendar o crime. Uma boa dica para o delegado Andre Luiz que investiga o caso:

Agente diz que o preso foi assassinado

Uma agente penitenciária, comentava na fila do Banco Real na manhã desta quarta feira, dia 6, que Magaiver havia sido morto pelos presos. “Lhe aplicaram uma surra brutal”.Afirmava sem pedir segredos que alguns presos se ofereceram como voluntário para matar o estuprador.
Só não disse para tantos ouvintes, o que faziam os agentes penitenciários para impediram o crime. Enfim.., é isso.

NR - retirei o nome da agente porque a denuncia é muito grave. Não foi eu quem ouviu a conversa e não posso portanto testemunhar em juízo, caso seja convocado.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Nossa queima de fogos

Acre festeiro,

Assim foi nossa festa no "Calçadão da Gameleira"