quinta-feira, 12 de junho de 2008

Moda cafona

Voce, empresário! Daria emprego para este cidadão?

Tatuados e discriminados!


Com larga experiência adquirida da convivência com adolescentes, durante os anos em que foi delegada da especializada e outros tantos como titular da Delegacia da Mulher, a delegada de polícia Civil Vânia Lilia, me confidenciou certa vez que tinha muita preocupação com o modismo de tatuagens entre jovens e adolescentes.

Na época não havia legislação sobre o assunto. Tatuar o corpo bastava querer e pagar, sem nenhuma preocupação do tatuador, com a idade do cliente. Disse-me então a delegada: Usem o espaço que dispõem na mídia para advertir os jovens e seus pais, dos prejuízos causados por essa prática de tatuar o corpo.

“Como arte visual pode ser bonito aos nossos olhos. Mas para o olhar social é uma prática nociva. Rotula e discrimina os jovens como se bandidos fossem. Eles encontram imensas dificuldades para conseguirem empregos e geralmente descambam para o tráfico de drogas como alternativa de ganhar dinheiro. O destino final todos já sabemos, é o presídio estadual”.

Bingo! Só aí caiu a ficha para algo que presenciei durante uma reportagem que fiz no presídio estadual há uns quatro anos.

Havia sido descoberta uma tentativa de fuga. Todos os presos do pavilhão foram postos no pátio e como é prática comum devido o calor, shorts são trajes típicos dos apenados ou reclusos.

Constatei que a maioria absoluta dos presidiários ali dispostos, eram tatuados. Lembro que cheguei a comentar com o agente de segurança que acompanhava nossa reportagem, sobre a grande quantidade de presos tatuados.

Ele (o agente) não soube explicar os motivos. Agora a delegada fez cair a fixa. São jovens que cultuam mitos de barros. Fazem tatuagens no corpo, porque viram e acharam bonito no corpo do ídolo. Do esporte ou da banda de pagode.

Rotulados como marginais, estes jovens não conseguem emprego. Entram no mundo das drogas e terminam nas prisões. Lá, a tatuagem não aparece como arte. É apenas um desastre em suas vidas.

Wânia Lília nos disse ao encerramos a conversa sobre jovens que se tatuam. “Tatuagem é bonita no braço do jogador de futebol ou de pagodeiro. No corpo do jovem pobre e desempregado só traz discriminação”.

3 comentários:

Anônimo disse...

Ridiculo esse post...

Tenho 12 tatuagens no corpo. Fiz a primeira quando tinha 16 anos, hoje tenho 28 anos. Sou concursado público, inclusive (sou policial civil). Tatuado nem sempre é pobre. É bonita no braço dos outros e no de quem faz e gosta. Tatuagem não é um desastre como o post fala. O preconceito está na cabeça de cada um. Hoje em dia a maioria das pessoas tem tatuagem. E eu daria um emprego para esse cara sim, porque as pessoas tem que serem julgadas pelo o que são e não pelo o que tem, pelo o que possuem. Tatuagem não muda caráter.

Nonato de Souza disse...

Meu anônimo leitor. Não será este blogueiro que vai discriminar quem decide deformar o corpo com tatuagens ou pinsing. O fato é que concordo com o bom e operante delegado de polícia Civil Silvano Rabelo.
Disse ele: "Meu filho nem todo tatuado é bandido. Mais todo bandido é tatuado".

Anônimo disse...

ou babaca esse cara ai é bombeiro e ele esteve presente na cena em que tatuou nas costas aonde teve varias vitimas entre eles colegas de trabalho!